10 thoughts on “Poemas

  1. says:

    Meu primeiro encontro com a poesia de Reiner Kunze deu se em uma visita a uma querida amiga no Porto no fim de fevereiro do corrente ano Enquanto apreciava os livros de sua biblioteca, deparei me com este livro A curiosidade foi grande e depois de duas horas j o tinha lido e gostado imenso Acabei ganhando o livro Por ter sido uma leitura r pida, resolvi l lo novamente A primeira impress o se manteve Renato Correia, que traz um interessante texto introdut rio, diz uma das principai Meu primeiro encontro com a poesia de Reiner Kunze deu se em uma visita a uma querida amiga no Porto no fim de fevereiro do corrente ano Enquanto apreciava os livros de sua biblioteca, deparei me com este livro A curiosidade foi grande e depois de duas horas j o tinha lido e gostado imenso Acabei ganhando o livro Por ter sido uma leitura r pida, resolvi l lo novamente A primeira impress o se manteve Renato Correia, que traz um interessante texto introdut rio, diz uma das principais qualidades da l rica de Reiner Kunze justamente a de mostrar que a poesia n o feita apenas do verbo, mas tamb m de sil ncio, que para encontrar a palavra necess ria o poeta tem que saber calar a palavra sup rflua a persegui o infatig vel da met fora absoluta culminar o numa poesia medular, quase asc tica, que subjuga pelo seu rigoroso laconismo E, de fato, impera um quase sil ncio no poemas de Kunze, muitas vezes curtos, mas que se monstram gigantes nas imagens que projetam na mente e na sensibilidade do leitor Entre, dispa a tristeza, aqui pode nada dizer Convite para uma x cara de ch de jasmim Mas ter sido o momento do despirDepois exposta aos seus olhares ela descobriu tudosobre eles Hino a uma mulher durante o interrogat rio H tamb m aqueles que falam da sufocante realidade em um meio pol tico como o da ent o Alemanha Oriental, onde nasceu, em que o individual calado em benef cio da sociedade O bosque educa as suas rvoresDesabituando as da luz, obriga as a remeter todo o verdor para as copas A capacidadede respirar por todos os ramos, o talento de deitar galhos assim s por prazer v o estiolandoCoa a chuva, prevenindo a paix o da sedeDeixa crescer as rvores coruto a coruto nenhuma v mais que as outras, ao vento todas dizem o mesmo O bosque educa as suas rvores O poeta n o deixa, por m, de criticar a desumaniza o que tamb m encontra do outro lado da fronteira, na ent o Alemanha Ocidental N o obstante, aqui o capital, a concorr ncia o princ pio da desumaniza o O c u atrai a terra como dinheiro dinheiro rvores de vidro e a o, amanh cedo carregadas de frutos incandescentesO homem o cotovelo do homem Improviso de D sseldorf Mestre das palavras, do sil ncio, da sensibilidade


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